Ser republicano no Brasil Colonia

Por Mayron Regys

A historiadora Heloísa Starling no livro “Ser republicano no Brasil Colônia…” recupera os movimentos republicanos ou anti coroa portuguesa que grassaram no Brasil até o começo do século XIX.

Talvez seja interessante iluminar os elementos antirrepublicanos que irrompem em vários movimentos pós proclamação da república como Canudos.

O anti republicanismo é uma resposta de parte da sociedade brasileira ao regime imposto pelos militares.

Em nenhum momento Antônio Conselheiro se proclamou monarquista.

A imprensa taxou o de monarquista sem entrevista-lo.

Reinou a incompreensão tanto da parte de Conselheiro e seus seguidores como do governo federal que enviou o exército para reprimir o movimento.

A proclamação da república encontrou um regime exaurido é o depôs sem dificuldade.

Quem presenciou Deodoro da Fonseca proclamar a república a não ser os seus oficiais com um ou outro cidadão desavisado perguntando o acontecido.

Um pouco parecido com a proclamação da Independência em que Dom Pedro I ergueu sua espada e gritou Independência ou Morte para sua comitiva.

A república, que de república ainda não tinha nada, removeu o Império que de império nunca teve nada.

A ideia de império se relaciona com conquistas territoriais enquanto que a ideia de república se relaciona com cidadania.

As conquistas territoriais na história do Brasil beiram a piada é a cidadania quando exigida levou a massacres como em Canudos.

Mayron Regys é escritor, jornalista e ambientalista.

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