Rua do Sol, 1898

A fotografia chegou a São Luís em 1846, mas, até a década de 1890, a maioria das fotos produzidas  era retrato de pessoas em estúdios. Não conheço uma imagem de paisagem urbana de São Luís da década de 1880 ou anterior.

Essa imagem da Rua do Sol, segundo o historiador Antônio Guimarães, é de autoria de José  Faria. Foi publicada, pela primeira vez, em 1898, em um álbum da Tipografia Teixeira. É uma das mais antigas imagens da paisagem urbana de São Luís, até o momento.

Antônio Guimarães informa que, nas primeiras décadas do século XX, essa imagem foi divulgada de outras maneiras. Como bilhete postal da Livraria A. P. de Ramos de Almeida; como cartão postal da Livraria Moderna etc. A imagem aparece, também, como bilhete e cartão postal  colorizado.

São várias as imagens de época da Rua do Sol. O fotógrafo Gaudêncio Cunha colocou uma, parecida, no Album do Maranhão em 1908.

Essa, a de José Faria, é uma das minhas preferidas, pois mostra a Rua do Sol em sua plenitude.

Observem com calma. O calçamento é perfeito. No lugar onde é, hoje, o Edifício Colonial, havia um casarão.

Havia uma casa, com mirante, entre o Teatro Arthur Azevedo e uma loja de nome Sul Americana (ficava onde, hoje, é o prédio dos Correios).

Transitando pela rua, há duas mulheres, juntas; uma criança, que está andando sozinha; um cachorro largado entre outros personagens.

Tipografia e Tipogravura Teixeira

A historiadora Amanda da Silva e Silva informa que Tipografia e Tipogravura Teixeira era dos irmãos Pinto Teixeira, sócios e comerciantes que gerenciavam a firma Gaspar Teixeira & Irmãos Sucs., no final do século XIX e início do XX.

Dina Sfat

Minha infância foi na primeira esquina da Rua do Sol, a Rua Godofredo Viana (o Beco do Teatro).

Há tempo vi, provavelmente na antiga TVE (atual TV Brasil), depoimento da atriz Dina Sfat falando da Rua do Sol, da beleza dessa via que a emocionou. Deve ter sido um dos poucos lugares de São Luís por onde a  atriz circulou em suas rápidas apresentações de um dois dias que deve feito no Teatro Arthur Azevedo, na década de 1970. Procurei essa entrevista, mas ainda não encontrei. Deve existir. Espero que o Governo Bolsonaro não destrua o Acervo da TV Brasil até eu encontrar.

Deixe uma resposta

60 + = 61