Amplificadoras: a pré-história do rádio em São Luís (parte 1)

 

Por Ed Wilson Araújo

Esse é o primeiro vídeo sobre os antigos sistemas de som com tecnologia de alto-falante, as memoráveis amplificadoras ou “voz”, como eram popularmente conhecidas.

Nossa primeira entrevistada, a aposentada Ligia Oliveira Belfort, 77 anos, era fã de rádio desde criança. Ela lembra com empolgação dos bons anos 1950, quando vários bairros de São Luís tinham os seus próprios meios de comunicação – as amplificadoras.

Ligia Belfort morava na rua Senador João Pedro e ouvia sempre a “Voz Guarani”, localizada no bairro Coréia, nas proximidades da praça da Bíblia.

Lígia sempre gostou de cantar e recorda com saudosismo as agitadas tardes de domingo, quando aconteciam os concorridos shows ou concursos de calouros. “Eu e minhas colegas íamos lá. Era muito bom, saudável”, lembrou.

Segundo ela, a Voz Guarani pertencia a José Ribamar Sousa. As instalações das amplificadoras eram modestas: mesa de som, amplificadores e alto-falantes afixados nas copas de árvores ou em postes de madeira para propagar o som.

A programação normal durante os dias úteis consistia em pequenos informes como esboço de notícias, avisos de utilidade pública, recados, mensagens, leitura de versos e oferta de músicas, além dos cobiçados anúncios de festas na cidade.

Em São Luís, a primeira emissora de rádio propriamente dita, com uma estação profissional e transmissão por ondas hertzianas, tem registro em 1941, quando foi criada a rádio Timbira AM, batizada anteriormente de PRJ-9.

Vídeo / gravação e edição: Marizélia Ribeiro

Imagem do alto-falante capturada no blog do Ed Wilson Araújo

 

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