Avenida Pedro II na década de 1950

Neste fim de ano, a Avenida Pedro II é palco privilegiado do Natal do Maranhão 2019.

A imagem é da década de 1950 (provável) e o autor é desconhecido. A vista foi captada a partir da Igreja da Sé.

É o espaço onde a cidade começou a existir em suas feições europeias, em 1612.

Já teve outros nomes como Largo do Palácio e Avenida Maranhense.

A composição harmoniosa da imagem é perfeita.

As linhas verticais da avenida conduzem o nosso olhar para a Ponta do Bonfim, do outro lado do Rio Bacanga.

Não existia o Edifício João Goulart.

Mas ainda havia um casarão no terreno, na esquina da Montanha Russa, onde já funcionou uma pizzaria e o Centro Cultural Mestre Amaral.

Percebe-se a presença de poucos carros e de uma carroça. Era outra São Luis.

Ponte São Francisco e Avenida Beira-Mar

Em tempo de revalorização do Centro Histórico de São Luís, o Cais da Sagração (Avenida Beira-Mar) é foco privilegiado.

O site Agenda Maranhão está publicando imagens dessa área e da Ponte São Francisco em 1970.

O setor da Avenida Beira-Mar é o espaço onde a cidade começou a existir com suas feições europeias.

Antes da ponte, todos nós éramos Centro Histórico, inclusive os que moravam nos povoados e outras áreas da Ilha como Anil, Mayoba, Ponta d’Areia, Itaqui, Jordoa etc.

Depois da ponte, tudo mudou (ou quase todos mudaram).

Vamos fazer a volta ao futuro.

São várias fotos da ponte nesse tempo, mas esta ainda não tinha visto postada. Autor ainda desconhecido.

O detalhe são os carros da época.

Na área do São Francisco, a presença isolada do Asilo de Mendicidade entre as matas e manguezais do São Francisco.

Bacabal em 10 de setembro de 1968  

Se tu és de Bacabal e estudou no Grupo Escolar Magalhães de Almeida, a partir de 1968, pode ser que você esteja nesta fotografia.

A imagem foi captada no dia da inauguração da escola, no povoado de São José das Verdades, em 10 de setembro de 1968.

Atualmente o colégio chama-se Centro de Ensino Fundamental e Médio Magalhães de Almeida.

Bacabal

Bacabal começa com uma fazenda, instalada em 1876, onde está a Praça Nossa Senhora da Conceição. Passou à condição de município de 1920.

A partir da década de 1920 passou a ser um importante centro comercial, atraindo pessoas de outras cidades. De Penalva, por volta da década de 1930, saíram parte das famílias Balby e a minha, Martins, incluindo meu pai, José de Jesus Mendes Martins e meus tios, Dodica e Maneco e Satyro.

 

 

 

Palácio dos Leões dos tempos do Império e Colônia

O Palácio dos Leões passou por várias reformas e reconstruções desde que foi erguido no século XVII.

Recebeu outros nomes como forte São Luís (Saint Louis), Forte São Felipe e Palácio do Governo.

A fachada apresentada nesta fotografia é do início do século XX, nos primeiros anos da República, e guarda aparências que remontam os tempos do Império e era Colonial.

Há poucas pesquisas sobre as reformas no Palácio dos Leões.

A professora do curso de Arquitetura e Urbanismo da Uema, Bárbara Irene Wasinski Prado, no artigo “Palácio dos Leões: um jardim de Burle Marx em São Luís”, afirma que, em 1922, o palácio recebeu acréscimo de adornos neoclássicos na fachada que permanecem até hoje.

A imagem foi publicada na Revista do Norte, periódico maranhense que circulou de 1901 até 1906, e era de propriedade dos irmãos Teixeira.

Mercado de Fructas – São Luís no início do século XX

Nunca soube localizar, com precisão, onde era esse Mercado de Fructas.

Sei que ficava próximo ao descampado que era chamado de Campo de Ourique.

O Campo de Ourique foi o nome de uma área aberta onde fica, hoje, a Biblioteca Pública Benedito Leite, Liceu Maranhense, Sesc, Ginásio Costa Rodrigues e toda a quadra do prédio da Embratel (*Claro) e os bangalôs que ficam  de frente para a lateral do Liceu Maranhense, construídos, salvo engano, por iniciativa de Antônio Fecury, descendente de libaneses que veio da Amazônia para São Luís em 1953.

Acho que esse mercado foi instalado, mais ou menos, nas proximidades onde tem, hoje, uma caixa d’água.

Era um entreposto de venda de alimentos à cidade por moradores de localidades que ficavam em áreas situadas ao longo do Caminho Grande (atual Avenida Getúlio Vargas e suas continuidades).

Na foto é possível olhar o fundo do quartel de 5.º Batalhão de Infantaria, que tinha a frente à área da Praça Deodoro, entre as ruas do Passeio e Remédios (Rio Branco).

A imagem foi publicada na Revista do Norte, periódico maranhense que circulou de 1901 até 1906, e era de propriedade dos irmãos Teixeira. O site já postou várias publicações falando desse tema.

Os irmãos Pinto Teixeira eram sócios e comerciantes que gerenciavam a firma Gaspar Teixeira & Irmãos Sucs.

Edifício da Municipalidade, Coroatá – Década de 1940

Pessoas em frente ao Edifício da Municipalidade, antiga Prefeitura Municipal de Coroatá.

Década (provável) de 1940; autor desconhecido.

Codó na metade do século XX

Codó, às margens do Rio Itapecuru, uma das mais tradicionais cidades do Maranhão, foi notícia nacional, este mês, com a morte de Bita do Barão.

A foto é da Avenida Getúlio Varges, em Codó, por voltada da década de 1950 (provável) e o autor ainda é desconhecido.

O episódio emblemático da cidade é morte do padre João Villar, missionário jesuíta, em uma guerra entre índios Guanaré e os Tapuia Barbados em 1719. O fato ainda não foi devidamente historiado.

Há informações que o governador Bernardo Pereira de Berredo, que era amigo do padre, mandou exterminar parte dos Guanaré e Tapuia Barbados e doou as terras indígenas a colonos portugueses.

Afonso Penna, então presidente eleito do Brasil, visitou Codó, em 1906, durante viagem a Caxias, ao lado do governador Benedicto Leite.

A povoação europeia de Codó remonta 1780. Virou vila em 19 de abril de 1833 e cidade em 16 de abril de 1896.

Cidade velha de São Luís dentro de cada um

Vivo em ‘espaço de sobrevoo’ quando estou entre edifícios espelhados e áreas de condomínios onde moro.

Meu espírito paira pelo Centro Histórico de São Luís, desde minha infância, na Av. Beira-Mar, esperando o barco para ir à Ponta d’Areia, com minha irmã, Lúcia.

Eu não teria outro jeito.

Era tempo sem ponte São Francisco, sem prédios espelhados no horizonte da cidade.

Nada contra prédios espelhados. Gosto de São Paulo, da Avenida Paulista. Gosto da diversidade, moda, cinema, cultura e alta gastronomia.

Mas estou impregnado do centro Histórico de São Luís, do Mercado Central, de prato-feito.

Sempre sonho dentro de minha casa da infância na esquina das Ruas Godofredo Viana e Afogados.

Observando a vizinhança, quem passava… A varanda, os caminhos pelos telhados até a caramboleira da casa de Dona Esmeralda ou o pé de goiaba do quintal dos Maluf.

Numa tarde de chuvas fortes, a gente deixou de ir ao circo Tihany Magico, que estava instalado no Diamante. Muita água escorrendo em direção à Rua do Ribeirão.

Na copa, em cima da mesa, o café bem quente às 3 da tarde, ao lado da lata de leite Ninho, do açucareiro com açúcar Estrela, da manteigueira com manteiga Real e do saco de pão da Padaria Santa Maria. Não falhava!

Esperando, ao entardecer minha velha mãe chegar da missa na Igreja do Carmo.

Na expectativa de meu pai vir de Pindaré-Mirim com o carro cheio de especiarias.

Por isso gosto de fotos, gravuras e pinturas da São Luís de outros tempos e de qualquer lugar.

Para mim, há grande valor em ar limpo, água limpa, céu noturno escuro, espiar vidas pela janela e espaço para passear.

Esta foto, publicada na Revista do Norte, no início do século XX, é da área da Fonte do Ribeirão.

Que o Centro Histórico de São Luís sobreviva a mais um período de fortes chuvas e dentro de nossos corações.

Pregoeiro anuncia Cuscuz Ideal na Praça Benedito Leite!

Tarde de abril de 2019, depois de uma chuva.

Pregoeiro, camisa estampa de Bob Marley,  anuncia cuscuz Ideal na Praça Benedito Leite!

É o Maranhão!

José Roberto, 38 anos, de Santo Amaro. Há 20 anos vende cuscuz Ideal em São Luís.

Foto: José Reinaldo Martins

Veja reportagem de Ed Wilson Araújo  sobre Cuscuz Ideal publicada no site Agenda Maranhão

Chácara Barreto

Há, pelo menos, seis pessoas nesta fotografia, editada na Revista do Norte, publicação que circulou no início do século XX.

O título remete à Chácara Barreto,

Um historiador, que não quis se identificar, sugeriu que a imagem seja de 1898. Mas, como ele ainda não pode ser preciso, como requer a um historiador profissional, pediu um tempo para confirmação.

A foto não é nítida porque é uma foto da página de papel da Revista do Norte onde a fotografia original foi publicada.

A área, provavelmente, seja onde é hoje, o bairro do Barreto, perto do Estádio Castelão.

Há referência de que a área pertenceu ao médico José Maria Barreto Júnior, filho do cirurgião-mor português José Maria Barreto.

José Maria Barreto Júnior nasceu no Rio de Janeiro em 18 de abril de 1814. Veio com o pai para São Luís onde fez os primeiros estudos. Depois, fez medicina em Paris e em Lisboa, onde se formou em 31 de julho de 1839. Retornou para São Luís onde exerceu vários cargos públicos.

Em 14 de fevereiro de 1867, o imperador Pedro II concedeu a José Maria Barreto Júnior o título de Barão de Anajatuba.

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