Dr. Victor Godinho, o médico do tempo da Peste Bubônica

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O site Agenda Maranhão, neste ano de pandemia da Covid-19, publicou quatro textos sobre epidemias que aconteceram no Maranhão.

A historiadora Amanda Gato escreveu “Fotografias da epidemia da peste bubônica em São Luís” sobre epidemia de peste bubônica que aconteceu na cidade no início do século XX.

http://agendamaranhao.com.br/2020/05/26/fotografias-da-epidemia-da-peste-bubonica-em-sao-luis/

O professor de Artes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), Francisco F. Filho, que pesquisa a história das charges no Maranhão, apresentou uma charge do tempo das epidemias que aconteceram no Maranhão na segunda metade do século XIX.

Charge de epidemia no século XIX

O jornalista e professor da UFMA, Ed Wilson Araújo publicou dos artigos sobre o tema:

Quando a morte e o fanatismo religioso chegaram em São Luís: a gripe espanhola, por Josué Montello

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Paixões, varíola e machismo em São Luís, na novela Maria Arcângela, de Erasmo Dias

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Dr. Victor Godinho

 

Na foto o livro “A Peste no Maranhão”, de autoria do Dr. Victor Godinho, médico que aparece na fotografia publicada na postagem de Amanda Gato. O livro é de 1904. Há um exemplar no Acervo da Biblioteca Pública Benedito Leite, em São Luís.

O livro é um relatório apresentado pelo médico a Alexandre Colares Moreira Júnior que ocupou os cargos de  governador (janeiro de 1905 a de março de 1906) e de  intendente de São Luís (equivalente hoje ao cargo de Prefeito) entre 1897 e 1900 e de 1906 a 1909.

De acordo com dados da Biblioteca Virtual da Fundação Oswaldo Cruz, Victor Pereira Godinho nasceu em 1862 no Rio de Janeiro. É formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1887.

Comissionado pelo governo paulista, liderou o combate à peste no Maranhão em 1904.

Transferiu-se para São Paulo e ingressou no Serviço Sanitário do estado. Foi diretor do Hospital de Isolamento e professor da Escola de Farmácia e Odontologia de São Paulo.

Com Emilio Ribas, idealizou a construção da Estrada de Ferro Campos do Jordão (1911), concebida para facilitar o transporte dos pacientes de tuberculose que iam se tratar na região.

É autor de um dos primeiros manuais de bacteriologia publicados no Brasil. Foi também dos primeiros a defender a criação de uma cátedra nas faculdades de medicina para o estudo das enfermidades tropicais.

Fundou e dirigiu a Revista Médica de São Paulo (1898-1914) e foi diretor da Liga Paulista contra a Tuberculose. Morreu no Rio de Janeiro em 26 de setembro de 1922.

Merece ser lembrado e homenageado em São Luís.

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